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Pe. Manoel Mendes da Costa
Foi a primeira pessoa a prestar serviços de evangelização na vila, embora sendo padre, não foi o 1º pároco, era uma espécie de padre missionário, onde celebrava casamentos, batizados e demais sacramentos. Foi figura extremamente presente no dia-a-dia dos moradores a partir da década de 40 séc. XIX.
O Pe. Manoel Mendes da Costa chegou a então Vila dos Poções após a família Gonçalves da Costa ter fixado residência às margens do rio São José, que divide a cidade. A família construiu a capela de Nossa Senhora da Lapinha, representando o primeiro indício de desenvolvimento do catolicismo do povoado. Durante sua estadia na região, no ano de 1830, Bernardo Gonçalves da Costa faz doação das terras do arraial para o Divino Espírito Santo, para que fosse edificada a casa de oração, uma nova capela intitulada de Igrejinha do Divino Espírito Santo, construída com donativos da população. Daí a devoção do Divino Espírito Santo havia chegado ao Sertão, tradição trazida de Portugal, pois em vários documentos existem registros de ligação da festa do Divino com os colonizadores portugueses. Com a chegada dos primeiros padres, em especial Pe Manoel Mendes da Costa, veio a instituição da freguesia do Divino Espírito Santo.
O Padre Manoel Mendes da Costa, pessoa de grande influência na vida cotidiana dos moradores daquela época, dado comprovado por sua participação como testemunha da lavratura do testamento de Manoel Gonçalves da Costa. Depois de ter prestado sua contribuição à comunidade, ele faleceu em 1862.
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Pe. Luiz França Santos
Doze anos após a morte do padre Manoel Mendes da Costa, seu provável sucessor instaura a freguesia do Divino em 16 de setembro de 1878, oficializando os Festejos do Divino Espírito Santo e adotando o novenário respeitado até hoje. A oficialização da freguesia constituiu requisito primordial para a emancipação política da cidade, efetivada dois anos após, datada de 1880.
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Pe. Francisco Félix Pithon
Sacerdote que ocupou o cargo deixado pelo Pe. Luiz França Santos. Nascido em 24 de fevereiro de 1857, o Pe. Francisco Félix Pithon exerceu a função de pároco na cidade de Poções até seu falecimento em 21 de novembro de 1951. Sua administração foi marcada por conflitos em torno do patrimônio paroquial. O desenvolvimento da área urbana fez com que os terrenos da paróquia passassem a ser paulatinamente ocupados por moradores advindos das mais variadas localidades do sertão baiano.
Dentre os diversos casos, destaca-se o que envolveu o Pe. Francisco Félix Pithon e o Senhor Pompílio de Miranda Brito e sua mulher, Dona Maria de Brito Miranda, descrito no jornal “O Comércio de 14 de Dezembro de 1930”,
Aos vinte e quatro de outubro de 1930, nesta Villa de Poções, em meu cartório compareceu o Reverendíssimo Senhor, Padre Francisco Felix Pithon, vigário desta freguesia e disse que de accordo com a sua petição retro, que fica fazendo parte integrante deste termo, vinha protestar como effectivamente protestado tinha contra a construção de um prédio nesta Villa à praça Luiz Vianna, pelo Senhor Pompilio de Miranda Britto, e sua mulher Dona Maria de Britto Miranda, em terrenos pertencentes ao patrimônio Parochial, sem o devido consentimento.
(O Comércio de 14 de Dezembro de 1930”,)
Dentre as obras mais importantes do referido pároco, destaca-se a luta pelo manutenção do patrimônio eclesiástico, bem como o empenho para a construção da nova Igreja Matriz da paróquia do Divino, cuja construção iniciara no período da administração do Pe. Pithon, sendo concluída apenas após seu falecimento.
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Pe. Alberto Carneiro
Na década de 40 do século XX, chega à cidade como administrador paroquial. Sua passagem discreta, no tocante às obras de relevância para a cidade, dá-se de forma premente pela importância do Pe. Pithon e pela influência deste nos meios políticos e sociais, construída ao longo de sua história.
Seu trabalho foi desenvolvido veementemente na imensa zona rural da paróquia do Divino, que naquele momento aglomerava as cidades de Ibicuí, Iguaí, Nova Canaã, Poções, Bom Jesus da Serra, Caetanos e Mirante. Tal exorbitância no que diz respeito à extensão do território atendido, aliado à idade já avançada do então Cônego Pithon, fez com que seus trabalhos ficassem concentrados nos ambiente periféricos da paróquia, na zona rural, mantendo viva a chama da cristandade nos territórios mais longínquos da Paróquia.
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Pe. Honorato Nascimento de Andrade
Monsenhor Honorato Nascimento de Andrade nasceu em 11 de Novembro de 1908 em Jaguaquara-BA, onde batizou-se e fez o primário. Daí partiu para Salvador, ingressando nos Seminários Menor e Maior do Velho de Santa Tereza, onde deu prosseguimento e concluiu seus estudos. Foi ordenado Diácono em 14 de Outubro de 1936, sendo ordenado vigário em 29 de novembro do mesmo ano pelo então Bispo da Bahia D. Augusto Álvaro da Silva, na catedral Basílica de Salvador.
Após sua ordenação, foi nomeado Vigário cooperador do Cônego Pithon na Paróquia do Divino Espírito Santo de Poções. Em 1938 , com a criação da Paróquia de Ibicuí-BA, foi designado para organizar a preparação e elevação deste à condição de ginásio. Retornando a Poções, tomou posse como Vigário titular da Paróquia do Divino Espírito Santo em 14 de Abril de 1947, substituindo ao Ex. Padre Alberto Carneiro.
Em junho de 1961 o Bispo Diocesano de Vitória da Conquista-Ba, D. Climério de Andrade concedeu-lhe o título de Monsenhor, como reconhecimento profícuo ao trabalho desenvolvido por ele em favor da Igreja, e concomitantemente foi agraciado pela comunidade de Poções com o título de Cidadão Poçoense e Capelão Honorário do Tiro de Guerra 06 011.
Por ocasião do Ano Santo (1975) Visitou Roma e Jerusalém . Dentre os diversos serviços prestados à nossa Paróquia, destaca-se a construção da Igreja Matriz, capelas do interior e Salão Paroquial em fase de conclusão, sem falar do fecundo exemplo moral e zelo pela família Poçoense.
Sua vocação e carisma consagraram-o no coração das pessoas que tiveram o privilégio de ouvir seus ensinamentos . Vindo a falecer com 87 anos aos 06 de setembro de 1996 , nesta cidade.
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Pe. Benedito Costa Soares
Chega à cidade em 3 de fevereiro de 1985. Influenciado pelos movimentos de renovação da igreja Católica, adepto da Teologia da Libertação e comungando das idéias da CNBB, às quais estimulavam o senso crítico perante a realidade social, o Pe. Bené, como era conhecido, procurou em sua curta passagem pela paróquia do Divino despertar os fiéis católicos para a realidade de injustiças à qual estavam submetidas.
Apesar do curto espaço de tempo em que ficou em Poções, apenas um ano e treze dias, o Pe. Benedito Soares plantou ideologias que floresceriam de modo próspero com os padres que viriam após sua saída da cidade.
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Pe. Valmir Neves Silva
Em 16 de fevereiro de 1986, o Pe. Benedito Soares dá as boas vindas ao novo pároco de Poções. Este chega a cidade sabendo das dificuldades que iria encontrar. Já em seu discurso de posse, deixa claro que não ofereceria privilégios a nenhum grupo político ou às famílias tradicionais da cidade.
O trabalho iniciado pelo Pe. Benedito Soares, principalmente no tocante à tentativa de desvencilhar a política das atividades eclesiásticas, teria no novo pároco um forte apreço. De pronto, os conflitos entre políticos e o administrador paroquial começaram. A tentativa do Pe. Valmir Neves em separar a festa do Divino efetivada na Igreja e a festa de largo, que utiliza o nome do Titular da cidade para sua promoção, renderam longos e exaustivos conflitos na cidade.
Durante quatorze anos, entre os anos 1986 e 2000, Pe. Valmir Neves fortificou as ideias propagadas pelo Pe. Benedito, criando os pressupostos necessários para a efetivação dos projetos trazidos pelo novo pároco.
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Pe. Estevam Santos Silva Filho
Um padre jovem, sofreu grande influência do Pe. Benedito. Ao chegar em Poções vislumbrou as possibilidades de desenvolver os projetos deixados pelo seu antecessor.
No âmbito pastoral, destaca-se a divisão da paróquia em Regiões Pastorais. Atualmente são doze regiões, onde cristãos leigos assumem a responsabilidade de auxiliar o pároco nos trabalhos da Igreja. Tal divisão possibilitou maior engajamento dos leigos nos trabalhos pastorais, bem como o crescimento da participação da população nas comunidades criadas a partir das regiões pastorais.
A construção de capelas para atender as necessidades pastorais dos setores, constitui o grande projeto difusor dos ideais propostos pelo conselho vaticano II e pela CNBB, em consonância com os projetos oriundos do Pe. Benedito Soares na década de 80 do século XX. São atualmente nove Capelas na zona urbana de Poções, além das várias construídas na zona rural.
A implementação de Pastorais para desenvolver projetos sociais como a Pastoral do Idoso, ou a Casa de Missão e Acolhimento, oriundas à partir da chegada do novo pároco, demonstram a incessante preocupação com a sociedade. A constituição de uma nova ordem religiosa, a Fraternidade dos Missionários Orantes da Sagrada Face, aponta para uma preocupação também com a espiritualidade de seus paroquianos.